Apesar de uma leve melhora nos números de novembro, a indústria automotiva pouco tem a comemorar sobre o ano de 2021. De acordo com a Anfavea, foram licenciados 173 mil autoveículos (automóveis e comerciais leves), alta de 6,5% em relação a outubro.
No acumulado dos 11 meses, foram 1,913 milhão de unidades vendidas, com perspectivas de fechar o ano com crescimento entre 6 e 10% em relação a 2020. No início do ano, as estimativas levavam a um avanço de 25%.
A crise, ressalta a entidade, é de oferta e não de demanda, por conta da falta de componentes que paralisam as linhas de produção, sobretudo os microchips ou semicondutores.
Veículos incompletos e 2022 incerto
Na produção, o mês de novembro teve queda de -13,5% em relação a outubro, mas no acumulado do ano, a indústria apresenta alta de 12,9%.
“Temos muitos veículos incompletos nos pátios das fábricas, à espera de componentes eletrônicos. Esperamos que eles possam ser completados neste mês, amenizando um pouco as filas de espera nessa virada de ano”, explica Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea.
O ano de 2022 continua repleto de desafios, avalia Moraes. Alta da inflação, dos juros (o que compromete o crédito), das commodities (só aço ele cita alta de 100% desde a chegada da pandemia) e ainda sob impacto da falta de insumos (um problema global) são fatores que deixam as perspectivas em interrogação.
